Intuição feminina é foda!

Eu conheço bem a falta de autoestima de algumas mulheres. Sou mulher, já estive (ou me deixei estar seria mais honesto?) nas mãos de canalhas. Sou sensível, carente. Coisas que toda mulher, ao menos uma vez na vida, já sentiu. Hoje me sinto um pouco mais distante de alguns cenários típicos desse quadro. Estou há mais de 2 anos com o homem da minha vida…

Ocorre que tenho amigas, e claro, as coisas sempre acontecem com elas. Eu bem que tento falar, afinal, estou tãooo distante da situação delas… De solteira…

Na verdade, isso tudo é uma balela. Mulheres casadas sofrem horrores também. Sentem medo de ser abandonadas e tal. Afinal, é sempre mais fácil conseguir o pódio que se manter nele. Sério.

Mas, voltando às amigas solteiras. Pense em uma pessoa que morre de insegurança, espera ligações do “amigo” o dia todo e chega a confundir seus momentos de tranquilidade (, paz e independencia… rs) com aqueles em que ele liga. Ai, claro, basta o tal ficar um dia sem ligar e o mundo já caiu. Desabou. A amiga diz que não quer mais saber de sofrer, que vai ter uma conversa séria com ele, que vai esclarecer que não sabe “não se envolver”, que quer alguém que ligue todos os dias… Aquele salseiro que as mulheres fazem APENAS COM AS AMIGAS. O dia a dia com o objeto de desejo é bem diferente.

A gente encontra, fica com as pernas meio bambas, se acha independente e por cima. Acha que vai falar o tal tudo. Mas é uma cerveja pra lá, uma tequila pra cá… Pronto. Desistem de falar, falam com uma leveza que nem parece nada sério. E claro, ele não está a fim. Se estivesse, meninas, acreditem, ele entenderia o ponto. Pra quem quer ler, o tal ponto do i é um texto inteiro.

A verdade que nossa intuição vê e nós não queremos admitir é que quando uma relação é pra ser, é legal, não temos que fazer o mínimo esforço. É difícil acreditar que o cara que te dá uns perdidos está querendo estar com você. E, olha bem, as coisas são obvias. A não ser que você se contente com um sexo de final de semana e uma ligação às quartas, é difícil não ficar triste.

E fique mesmo porque é triste pra caralho querer alguém e não ser correspondido. Eu tive algumas paixões platonicas e ficava teimando que era o tal, que era porque era. Nunca era. Eu tive uma paixão à primeira vista e essa, de fato, foi uma paixão. Ela tem reciprocidade e pela primeira vez na minha vida eu soube o que é amar e ser, exatamente na mesma medida, amada de volta.

É louco.

Não dá pra negar.

É muito simples. É cristalino. Você pensa em fazer e a pessoa faz, responde na hora, o ping-pong é natural.

Esquece de tentar entender. Viver, já diria Clarice Lispector, ultrapassa todo entendimento.

Intuição feminina é foda. Pode ouvir!

Gisela Popp

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Será que eu consigo começar tudo de novo?

O relacionamento de vocês vai bem. Fazem as coisas juntos, juntinho fazem quase tudo. Um dia ele entrou no banheiro e você fazendo xixi, mas ai você pensou tudo bem, ué. Tudo está ótimo, calmo e sem crises. Um mar para crianças.

 A vida de casado é muito boa. As vantagens de se dividir as coisas e o dia a dia são infinitas e, a vida a dois, uma delícia. Mas às vezes, sem que tenhamos nos dado conta, passamos a abrir várias concessões, interiorizamos gostos que não temos, agimos como se aquilo fosse tudo o que sonhamos um dia… Olhando de perto, talvez não seja. Olhando de longe, talvez estejamos acomodadas.

 Estagnado. Estável. O fato é que quando uma relação está estagnada e permanece assim por um longo tempo, ela corre o risco de retroceder. Voltar para trás mesmo. Cabe a você estabelecer as relações de falta que estão em você.

 Costuma ser muito comum acabar o frio na barriga após alguns anos de relação. O romantismo é assassinado pelo dia a dia. Friamente. E em troca de estabilidade, concedemos. Afinal, passamos bons bocados no começo da relação… Tudo era incerto e isso acaba gerando uma tremenda agonia na gente… Quando passa o tempo, o pensamento é uníssono: por que não aproveitei aquele frio na barriga tão gostoso?

 O ideal? Voltar àquela sensação de começo, de estar apaixonado, e somá-la à segurança que sentimos hoje. Ou, como isso não é possível, viver intensamente as emoções do dia a dia. Mas vem uma série de dúvidas… Será que eu consigo ser romântica e iniciar um processo de retomada de tudo isso? Será que eu quero me dispor a sentir tudo isso novamente?

 Como fazemos quando sentimos o relacionamento esfriar e, mesmo amando, achamos que tudo bem? Pior: que é até bom… Se você é uma pessoa morna e fica tranqüilo, assim. Legal. Mas tenha cuidado porque, às vezes, não rola assim com o parceiro.

 Como fazemos para romper com essa pontinha de trampolim que insiste em nos arremessar para o início da relação? E o que mostra o início das relações, afinal? O que eles nos ensinam? Por que se perdem?

 As questões são difíceis e fáceis de se perder… Mas é importante olhar para dentro de si, fazer uma lista (de papel mesmo) com as coisas que estão boas e as que estão ruins. Honestamente. A lista é apenas para você. Disso tudo, o que você consegue e quer mudar? O que não quer mudar e nem pode?

 Uma coisa é fato, sem movimento, o amor morre. A paixão vira pó… E o movimento não significa mudança drástica. Às vezes é um pé aqui e outro ali. Uma dança livre. O amor é construção junto… Sem isso, nada feito.

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O corpo e suas terminações subjetivas

Outro dia fui a um médico urologista que se achava o grande mago da medicina. Tentei fazer um histórico – juro, bem resumido – sobre quando começaram as infecções urinárias, como as havia tratado, o que melhorou, o que não fez diferença… Ele não olhou para a minha cara durante toda a consulta – médico de convênio? – e me fazia umas perguntas estranhas… Você urina de pé? Confesso que fiquei um pouco perdida e não sabia o que responder. Como assim se eu urino de pé? Bem, ao fim da ultra-plus-mega rápida consulta, ele se levantou com suas guias de exame na mão. Estudo urodinâmico e Uretocistografia miccional. Perguntei para ele, mas vc não me diz nada sobre o que pensa dessas infecções todas? E ele fazia uma cara marcada a ferro por um sorriso bem artificial… Muito estranho mesmo. Ele não me examinou. Mal olhou para mim, na verdade.

Sai meio apressada do consultório… Que sensação péssima de ter sido mandada pra fora. 

Olha, sinceramente, fiz um dos exames. O estudo urodinâmico. É bem desagradável e é indicado para mulheres com incontinência. Uma enfermeira coloca dentro da sua uretra uma sonda. É bem constrangedor e lembro de chorar antes de entrar na sala de exame. No fim, passa rápido e não dói. Mas depois você tem que tomar um antibiótico por três dias, caso a sonda jogue uma bactéria na bexiga. É estranho e, como disse, não vejo razão para fazer. Os dois exames prescritos pelo médico-arrogante são indicados quando há uma suspeita mais palpável de refluxo de urina. Geralmente isso aparece em crianças, bebês. Não é o meu caso e ele parece não se importar.  

Acho estranho quando o médico apenas conversa com você quando está com um exame nas mãos. Será que eles conseguem entender, de fato, o corpo humano? E se entendessem de fato, não saberiam que o corpo precisa se sentir à vontade para dar sinais das coisas? Doenças e saúde.

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Infecção urinária de repetição: uma saga

Sei o quanto pode parecer estranho sentar para urinar e, no lugar da urina, sangue e mais sangue. Até pensava que a menstruação podia ter descido antes da hora, rola uma confusão mesmo… Mas o fato é que infecção urinária é algo realmente bastante desagradável, às vezes assustador. Mas nada de alarmante. Nada de alarmante se você vai tratar. 
De mulher para mulher, de mulher que já teve muitas infecções urinárias, faço uma lista de coisas que podem ajudar, atrapalhar e que são indiferentes. Minhas infecções começaram no início da vida sexual. Sempre houve uma relação direta. E o que ouço dos médicos é: tendência, é tendência.
Primeiro, descarte qualquer tipo de má-formação do seu aparelho urinário. Peça ultrassom e o que o médico achar conveniente. Se der tudo normal e ainda assim as infecções persistirem… É tendência… Bom, mire-se no exemplo aqui. Veja se alguns dos pontos abaixo melhoram sua vida. Não sei dizer o que foi exatamente, se foi o conjunto, mas o fato é que ando bem. Esse ano de 2011, ainda não tive nenhum episódio…

Limpeza é mesmo fundamental. Quando for se limpar no banheiro, sempre o faça da frente para trás, nunca no outro sentido. A causadora da infecção urinária, na maior parte dos casos, é uma bactéria que mora no seu intestino. Lá ela é extremamente necessária, fora de lá… Infecção na certa.

Pyridium etc. Quem tem amiga, mãe, já ouviu falar desse remedinho que deixa a urina bem alaranjada. É um analgésico e, de fato, a dor diminui, mas mascara caso você esteja mesmo com infecção. Se sentir dor ao urinar, pode ou não ser infecção. É bom checar o mais rápido possível. Faça um exame de urina no pronto-socorro e verifique se é infecção. Caso for, é preciso tratar com antibiótico e não com pyridium. Se você vai fazer o exame de urina e tiver tomado pyridium, pode dar alteração. Por isso eu digo, não tome se não souber o que é.

 Cranbery, o tal suco milagroso que as norte-americanas tomam há séculos contra a infecção urinária. Para mim? Balela. Começo a achar que é uma grande enganação da indústria. Gastei os tufos com esse suco super caro e não consigo ver nenhuma relação de melhora nos quadros de infecção já estabelecida ou nos casos de prevenção. Mas o suco mata a sede se estiver bem gelado…

Febre e dor lombar. A infecção urinária é super tratável. O problema é apresentar dor lombar e febre. Isso significa que a infecção está subindo da bixiga para o rim e flertando com sua corrente sanguínea. O rim filtra todo seu sangue e se ele estiver infectado… Seu corto inteiro pode sofrer… Enfim… Corra para o hospital e diga os sintomas.

Alimentação… Na verdade, eu acabo tendo a impressão que já tentei de tudo. Fiz milhares de exames e nunca tem alteração anatômica ou de funcionamento no meu sistema urinário. Mesmo assim, estou sempre com infecção. Resolvi que pode ser por causa da minha alimentação: não comia carne há 15 anos. Aos poucos, resolvi introduzir um pouquinho aqui, outro pouquinho ali. Não gosto nem um pouco do gosto, mas faço quase como remédio. Não sei se tem qualquer relação, mas resolvi fazer o que minha mãe recomendou… Afinal… O que é que custa? Faz só dois meses que tentei. Vamos ver se no longo prazo ajuda…

Macrodantina. É um antibiótico usado para previnir a infecção. O médico me recomendou um comprimido para cada vez que eu fosse ter relação sexual. Fiz isso durante um tempo, as infecções paravam um pouco. Fiz de novo (uns quatro meses) e elas voltam… Enfim. Quando você faz todos os exames complementares e nada aparece, é a chamada tendência. Quando os médicos não sabem o que te dizer – e eles quase nunca sabem – dizem que é tendência. Pois bem, sou uma pessoa com tendências à infecção urinária.

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Do que as mulheres falam…

Um mundo feito de informação faz bem. E as mulheres parecem saber disso faz tempo. Há muitos e muitos anos, desde os tempos em que os primeiros nômades resolveram se assentar e criar raízes, as mulheres já sabiam do poder da troca de informações.

Dúvidas sobre como tratar problemas íntimos, me pergunto, resolveriam elas também na base da conversa, da troca de dicas e experiências?

A não ser que me desminta uma estudiosa emérita e suas evidências incontestáveis – ou inalcançáveis para os seres “normais” – acredito que mulheres sempre trocaram experiências para resolver angústias e problemas de foro íntimo. Claro que nem sempre o sexo ou a coceira vaginal foram vistos como problema, muito menos como problema íntimo. A vida era bem menos íntima, e seguramente a era burguesa trouxe uma privada (literalmente) e o apartamento do corpo, das “partes”, do sexo.

Mas mesmo estando os problemas aos olhos de todos (no sentido de não serem íntimos) e evidentes, eles não deixam de coçar. E a forma de resolver os incômodos era baseada na troca de informações e experiências.

Em tempo: como resolviam uma simples coceira? E a febre da cria? Parece incrível pensar que um fungo tão microscópico possa fazer famílias e mais famílias na vagina de mulheres desde os mais remotos tempos. E que os vírus, evidentemente diferentes dos de hoje, também reproduziam-se entre os homens e mulheres, crianças e adultos.

Uma troca. Eu te dou o que sei e você me empresta o que sabe. O fato é que muitas mulheres morreram das formas mais bobas que podemos imaginar. Uma infecção urinária e está morta. Uma falta de higiene e está morta. Isso sem falar dos partos e da violência em geral. Coisas que ainda nos ofuscam. 

Enfim, o papo aqui é feminino. E fala-se muito. Às vezes elas não conversam para resolver coisas. Às vezes conversam simplesmente porque ajuda. Falar, sabem as mulheres, é arma de saúde mental e, por que não?, ginecológica. 

Bem-vindas. Os homens, claro, bem-vindos também. Mas acho que eles pensariam que a maioria das coisas ditas aqui não leva a lugar nenhum… Talvez estejam certos. Mas apenas racionalmente. É que as mulheres não querem – ao menos não sempre – chegar em algum lugar. Apenas conversar, trocar e tentar consertar espontaneamente. Como faziam as primeiras mulheres… Aquelas que pensaram em se fixar, plantar e amar. Simplesmente viver.

Gisela Pop

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